A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, até o dia 30 de novembro, a exposição “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada”, do premiado fotógrafo mineiro Sebastião Salgado. A mostra reúne 54 imagens emblemáticas registradas na década de 1980 no maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado em Curionópolis, na região da Amazônia Paraense.
A exposição tem curadoria e design de Lélia Wanick Salgado, parceira de longa data do fotógrafo, responsável pela organização e edição das obras. Lélia é cofundadora da agência Amazonas Images e do Instituto Terra, entidade dedicada à recuperação ambiental do Vale do Rio Doce.
As fotografias retratam o cotidiano da mina de Serra Pelada, onde foram extraídas toneladas de ouro ao longo de mais de uma década de exploração. O trabalho revela a dura realidade enfrentada por milhares de homens que, movidos pela chamada “febre do ouro”, enfrentaram condições extremas de trabalho e sobrevivência. No auge do garimpo, cerca de 50 mil garimpeiros ocuparam o local em busca de riqueza e oportunidade.
Durante um mês de imersão no garimpo, Sebastião Salgado registrou as cenas impactantes de uma verdadeira epopéia humana, composta por trabalhadores vindos de todas as regiões do país. As imagens capturam não apenas o esforço físico, mas também a esperança, a luta e as consequências sociais e ambientais desse capítulo importante da história recente do Brasil.
Com essa mostra, o público do Nordeste tem a oportunidade inédita de conhecer de perto um dos registros fotográficos mais marcantes sobre Serra Pelada, um episódio que revela a intensidade da movimentação humana e as marcas deixadas na sociedade e na paisagem brasileira.
Sobre Sebastião Salgado:
Sebastião Salgado (8 de fevereiro de 1944 – 23 de maio de 2025) foi economista de formação, começou sua carreira na fotografia em 1973 e se tornou um dos mais reconhecidos fotógrafos documentais do mundo. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, desenvolveu projetos fotográficos de grande escala, publicados em livros como Other Americas, Workers e Genesis, além de exposições que percorrem o mundo.
Seu trabalho mais recente retrata a Amazônia brasileira e as ameaças enfrentadas pelas comunidades indígenas. Salgado também é conhecido pelo seu compromisso ambiental: em 1998, ele e Lélia fundaram o Instituto Terra, dedicado ao reflorestamento e à educação ambiental.
Em 2013, foi lançado o livro De ma terre à la Terre (Da minha terra à Terra), sobre sua vida e carreira, escrito por Isabelle Francq. Em 2014, o documentário The Salt of the Earth (O sal da terra), codirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, foi premiado em Cannes e indicado ao Oscar de melhor documentário.
Recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Príncipe de Asturias das Artes, a Légion d’Honneur e uma cadeira na Académie des Beaux-Arts da França. Sua vida e obra foram retratadas no documentário O Sal da Terra, indicado ao Oscar em 2015.
Horários: 10h às 20h (terça a sábado) e 10h às 19h (domingos e feriados).
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
Acesso a pessoas com deficiência

